Electronic Arts adquire tecnologia por trás do serviço de streaming GameFly

A gigante dos games Electronic Arts adquiriu a tecnologia – e os funcionários – por trás do serviço de streaming de jogos GameFly. Presente no Brasil em algumas smart TVs da Samsung e da LG, a plataforma funciona como uma “Netflix de games” e permite jogar sem a necessidade de um console. O valor da aquisição não foi confirmado, mas a EA fez questão de destacar em comunicado que não adquiriu o serviço como um todo, “apenas” o time de desenvolvimento e a tecnologia por trás dele.

A compra indica uma movimentação da publisher rumo aos jogos em nuvem, uma alternativa para quem não tem, não quer ou não pode adquirir um console ou um computador para jogar – os jogos são executados em servidores das empresas, e a única exigência é uma conexão com boa velocidade. A empresa havia sinalizado em 2017 que pretendia lançar seu próprio serviço de streaming de games dentro dos próximos dois ou três anos, e a aquisição deve ajudá-la a agilizar o desenvolvimento.

Netflix, mas para jogos

O mercado de streaming de games é relativamente novo e, ainda que tenha demonstrado sinais de crescimento de alguns anos para cá, demorou a engatar. Tecnologias do tipo começaram a ser mencionadas no início dos anos 2000, quando uma empresa chamada G-cluster fez uma demonstração de streaming de games na E3. A companhia chegou a trazer seu produto ao mercado, mas abriu processo de falência em 2016.

Nesse meio tempo, serviços como o OnLive – que tinha até mesmo um console com a marca – e Gaikai tentaram a sorte, mas também sem muito sucesso. As patentes do primeiro foram adquiridas posteriormente pela Sony, que também comprou toda a Gaikai antes de lançar sua própria plataforma de games sob demanda, a PlayStation Now, em 2015.

O serviço está hoje disponível apenas no PlayStation 4, mas despertou o interesse de empresas concorrentes. A própria EA, com a aquisição dos recursos da GameFly, é uma delas, assim como a Microsoft, que tem seus planos de lançar uma plataforma do tipo até 2020. A Nintendo ainda não deu sinais de que vai seguir esse rumo, mas o lançamento da versão sob demanda de Resident Evil 7 para Switch indica um caminho possível para a empresa.

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